Projeto da Unidade Otávio Lage e Codora Energia é resultado da parceria entre Jalles Machado e Reunion Engenharia

Otávio Lage e Codora Energia estão a todo vaporJorge Scaff e Ricardo Steckelberg no dia da inauguração dos empreendimentos

Na primeira safra, foram moídas 443 mil toneladas de cana, produzidos 34 milhões de litros de etanol e gerados 29 mil Mwh de energia.

Inaugurados em dois de setembro deste ano, os novos empreendimentos do Grupo Jalles Machado instalados no município de Goianésia, no Estado de Goiás, encerraram a sua primeira safra em outubro. A Unidade Otávio Lage (UOL) e a Codora Energia (CDR) tornaram realidade um sonho idealizado pelo pai, o ex-governador de Goiás, Otávio Lage. Sonho este que se concretizou através da intervenção e dedicação dos engenheiros da Reunion Engenharia.

Parceira do Grupo há 30 anos, a Reunion foi responsável por toda a atuação e implantação do projeto, desde a implantação da unidade Goianésia Álcool Ltda, em 1981, hoje Jalles Machado S/A. A primeira etapa do projeto da CDR foi o Projeto Básico, cujos objetivos foram fornecer elementos (informações) para que o processo de obtenção de licença ambiental fluísse adequadamente; estabelecer a estratégia tecnológica do empreendimento e estabelecer uma estimativa do investimento. Este projeto foi realizado de final de 2006 até maio de 2007.

“Os serviços realizados, nesta etapa, foram estabelecer as bases para a implantação de uma unidade de processamento de cana de açúcar visando à produção de álcool e energia, observando como critério de projeto a possibilidade de diversas ampliações no futuro”, disse Jorge Scaff, engenheiro e diretor da Reunion, que participou ativamente de todo o processo.

Através deste Projeto Básico, ficaram definidas as premissas do empreendimento (produção, qualidade dos produtos, etc.); o perfil tecnológico a ser adotado pela empresa; as especificações técnicas básicas dos equipamentos e sistemas necessários durante a implantação; o planejamento de cinco anos com as etapas de implantação e os equipamentos e sistemas necessários em cada etapa; diagramas de processos, vapor e hídrico da nova unidade; arranjo físico da unidade (Plano Diretor); cronograma físico-financeiro de implantação da obra; assessorias para esclarecimentos das alternativas técnicas apresentadas pelos fornecedores de equipamentos e os custos para implantação etapa por etapa.

“Com os dados resultantes do Projeto Básico, o cliente pode analisar o empreendimento do ponto de vista econômico, determinar as fontes de recursos, iniciar o desenvolvimento dos projetos executivos do empreendimento e da obtenção de licença ambiental”, explicou Jorge.

Na avaliação do gerente corporativo industrial da Jalles Machado, Ricardo Steckelberg, o projeto foi muito bem feito. “Foram implantadas bastantes inovações como a evaporação a placas, o desfibrador vertical, caldeira monodrum entre outras instalações. O layout ficou muito bom, privilegiando uma harmonia entre as áreas produtivas e o pipe-rack. Ou seja, foi um projeto muito bem estudado e elaborado. Com certeza, o resultado deste trabalho  deve-se à interação entre as empresas, que já possuem uma parceria de longa data, e à experiência acumulada durante esses anos”, declarou.

A segunda etapa do projeto, a fase da implantação, teve início em abril de 2007 e concluída em fevereiro de 2011. Nesta fase, foram elaboradas as especificações técnicas dos equipamentos e serviços para compra; feitas as equalizações técnicas; elaboração da planta geral da Unidade; desenhos de instalação; projeto de tubulações; fluxogramas de engenharia; índice de linhas, plantas de tubulações; análise de flexibilidade de tubulações; suportes de tubulações; instrumentação; isolamento térmico; lista de bombas; coleta e disposição de efluentes e águas residuárias e estruturas metálicas.

Esta fase também concedeu informações para o projeto elétrico; informações para o projeto de automação; projeto civil; relatórios; detalhamentos complementares; projeto de combate a incêndio; assessoria; entre outros serviços.

Segundo o engenheiro Jorge, a UOL/CDR difere-se das demais por possuir particularidades industriais através da utilização de tecnologias de última geração. Entre elas, a instalação de desfibrador de cana vertical alimentado por esteira de borracha e não metálica; sistema de descarregamento de cana preparado para limpeza a seco sem mesa alimentadora de 45 graus; fermentação contínua preparada para limpeza sem interrupção do processo, além de utilização de sistema inteligente de hibernar fermento; pré-evaporação com multirreboilers a placas e processo 100% automatizado. “Isto comprova o grande empreendedorismo do Grupo”, disse.

“O desfibrador vertical foi uma inovação que deu certo. Com um índice de preparo (open-cell) acima de 92%, aliado a uma baixa moagem, conseguimos extração acima de 96% operando com quatro ternos. Além disso, este sistema mantém a carga na moenda constante, pois não há restrições para o processamento da cana que chega até a entrada do desfibrador”, explicou Ricardo Steckelberg.

Segundo ele, o Grupo já planeja outros projetos como a ampliação desses empreendimentos, previstas desde o início do projeto. “Atualmente estamos com capacidade de moagem de 350 TCH e o projeto está dimensionado para 600 TCH, em um futuro muito próximo. Estamos contando com esta parceria para concluir esta etapa da mesma forma que concluímos essa, com muito trabalho, muito detalhe e muita qualidade”, reforçou.

FONTE: REUNION ENGENHARIA, 28/11/2011

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Por Daniela Rodrigues - Assessoria de Imprensa da Jalles Machado S/A.