O setor de etanol brasileiro está acompanhando de perto a elaboração do marco regulatório da União Europeia para energia sustentável. O diretor executivo da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Eduardo Leão de Sousa, disse que a intenção é impedir a criação de barreiras ao produto brasileiro no futuro. “Os conceitos desses critérios de sustentabilidade precisam ser muito bem definidos”, disse no 4º Encontro Empresarial Brasil-União Europeia, em Brasília.
Segundo ele, o Brasil está ciente de que os europeus farão uma série de exigências para adquirir etanol brasileiro, como a garantia de que não há práticas de queimadas e de que a produção não avançará sobre a região amazônica. De acordo com Sousa, o que pode gerar divergência entre os dois lados é o conceito de biodiversidade.
A preocupação dos europeus seria de que a expansão da atividade se desse em regiões ricas em fauna e flora. O diretor executivo da Unica teme, no entanto, que as definições de biodiversidade pelos dois lados sejam extremamente diferentes por conta da especificidade da natureza nas duas regiões.
Taxação
Outro ponto que é visto como dificuldade nessa área pela Unica é a cobrança de uma tarifa de importação de 0,192 euro por litro do etanol brasileiro. Os produtores querem que a taxa seja eliminada ou ao menos reduzida.
Sousa salientou que o mercado europeu é muito importante para o Brasil porque a legislação em desenvolvimento no bloco econômico prevê um aumento gradual do uso de biocombustíveis. A meta é elevar em até 10% a mistura no total de biocombustíveis utilizados em 2020.
“Dificilmente eles terão condições de cumprir essa meta sem o complemento da importação e o Brasil é o país mais bem posicionado nesse setor”, disse Sousa, acrescentando que a entrada nesse mercado representaria a exportação de 15 bilhões de litros de etanol por ano em 2020.
Dívida
A Shree Renuka Sugars deve pagar a dívida do grupo Equipav Açúcar e Álcool com seus fornecedores até o final de julho. A dívida está orçada em cerca de R$ 200 milhões. A informação é do diretor superintendente das usinas do grupo Equipav, Luis Paulo Santana.
No final de junho, a Shree Renuka finalizou a compra de 50,34% de duas usinas do grupo Equipav por R$ 450 milhões.
Segundo Santana, deste total da dívida de R$ 200 milhões, o montante relativo aos fornecedores de cana-de-açúcar para as usinas soma R$ 84 milhões.
Fonte: Diário do Comércio BH Online(15/07/2010)















