Apesar da dificuldade encontrada na produção da cana-de-açúcar em 2009, em função das chuvas, a safra 2010-2011, iniciada oficialmente ontem, deve apresentar crescimento em todo o Brasil de 15% a 20% e, em Goiás, cerca de 33%. Expectativa é que o Estado produza cerca de 48 milhões de toneladas de cana, sendo 2,8 bilhões de litros de etanol (contra 2,1 bilhões em 2009) e 1,8 milhão de quilos de açúcar (1,38 milhão em 2009). Do total, 46% abastecerão o território goiano, mais Distrito Federal e Tocantins, e o restante deverá ir para outros Estados, como São Paulo e Rio Grande do Sul. Previsão é que Goiás ocupe o 3º lugar entre os maiores produtores a partir de 2011, sendo que já é o 2º maior se apenas o etanol for considerado.
Abertura da safra nacional ocorreu na Usina São Francisco, em Quirinópolis, com presença do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, vice-governador Ademir Menezes, representantes da bancada agrícola do Estado na Câmara e Assembleia Legislativa, além do presidente do Sindicato das Indústrias de Fabricação do Álcool de Goiás (Sifaeg), André Rocha, entre outros.
Ministro parabenizou o crescimento e desenvolvimento do Estado no mercado sucroalcooleiro e disse acreditar que a “expansão na região é o caminho para o Brasil em termos de segurança e modernidade”. A comitiva participou da colheita mecânica simbólica, ativou os dispositivos da indústria de moagem e plantou árvores, em alusão à sustentabilidade do plantio da cana-de-açúcar. Stephanes reiterou que o País estará bem abastecido neste ano e que o problema do excesso das chuvas já é passado. Assim mesmo, ele acredita que isto teria sido solucionado caso houvesse boa política de estocagem, o que evitaria a volatilidade do preço do álcool e do açúcar.
Fonte: Diário da Manhã














