O Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Jalles Machado, preocupado com o avanço da Ferrugem Alaranjada, monitora os 39 mil hectares de cana-de-açúcar da empresa. A doença, provocada pelo fungo Puccinia Kuehnii, chegou recentemente aos canaviais de São Paulo, é uma das mais devastadoras da planta e pode reduzir a produtividade em até 20%.
Pouco se sabe sobre a Ferrugem Alaranjada e ainda não foi desenvolvido nenhum produto químico capaz de combatê-la. A alternativa é a substituição das variedades da cana que são suscetíveis por outras mais resistentes. A gestora do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Jalles Machado, Patrícia Rezende, acredita que a doença pode chegar aos canaviais goianos. “As correntes de vento transportam os esporos do fungo e os espalham para as regiões mais distantes. Porém, as plantações da empresa são compostas por 25 variedades de cana, o que nos deixa um pouco mais tranquilos, pois não são todas que são suscetíveis à Ferrugem. Estamos monitorando toda a área plantada”, afirmou.
A Ferrugem alaranjada é uma doença muito antiga da cana-de-açúcar que, durante anos, esteve apenas no sudeste da Ásia e Oceania, sem qualquer impacto econômico. Em 1999, chegou à Austrália, onde, entre 2000 e 2002, reduziu em 20% sua produtividade. Em julho de 2007, surgiu no continente americano, inicialmente na Flórida. Dois meses depois, apareceu na Guatemala e países vizinhos. A doença afeta as folhas, reduz a capacidade de fotossíntese e retarda o crescimento da planta.
















A ferrugem laranja pode ser uma doença controlável se todos os produtores plantarem variedade resistente. Desta forma o melhoramento genético deve ser realizado para evitar perdas e danos na produtividade . O plantio de muitas variedades pode reduzir a probabilidade do aparecimento de doenças.